A importância do que fazemos está em responder: para quem fazemos? E o valor de tudo é você. Você quem irá ler, seguir, compartilhar, expressar sua satisfação e contribuir para que esse blog seja cada vez melhor.
quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015
ROMANTISMO
O romantismo é todo um período cultural, artístico e literário que se inicia na Europa no final do século XVIII, espalhando-se pelo mundo até o final do século XIX.
O berço do romantismo pode ser considerado três países: Itália, Alemanha e Inglaterra. Porém, na França, o romantismo ganha força como em nenhum outro país e, através dos artistas franceses, os ideais românticos espalham-se pela Europa e pela América.
As características principais deste período são : valorização das emoções, liberdade de criação, amor platônico, temas religiosos, individualismo, nacionalismo e história. Este período foi fortemente influenciado pelos ideais do iluminismo e pela liberdade conquistada na Revolução Francesa.
As características principais deste período são : valorização das emoções, liberdade de criação, amor platônico, temas religiosos, individualismo, nacionalismo e história. Este período foi fortemente influenciado pelos ideais do iluminismo e pela liberdade conquistada na Revolução Francesa.
VANGUARDA EUROPEIA
I – OS VÁRIOS -ISMOS
As principais manifestações artísticas do início do século XX foram fundamentais para o desenvolvimento do Modernismo literário. Costuma-se chamar de Vanguarda Européia o conjunto de movimentos artísticos, não só na literatura, mas também na pintura e escultura, que apresentavam no início do século XX o comum desejo de renovação, de rompimento com as estéticas tradicionais. Vanguarda européia é rebeldia, é negação.
Veja quais foram esses movimentos:
* FUTURISMO
* EXPRESSIONISMO
* CUBISMO
* DADAÍSMO
* SURREALISMO
O Futurismo foi o primeiro movimento de vanguarda, chocando com sua rebeldia toda a população da época. Característica marcante do Futurismo: a velocidade, o movimento e a força das máquinas representados nas fortes cores e traçados. O principal representante do Futurismo foi o escritor italiano Marinetti, que, na literatura, pregava a destruição da sintaxe, o menosprezo pela pontuação. Para esse autor tudo deveria ser novo e rápido, seu desejo era a exaltação da vida moderna e o rompimento total com o passado.
O próximo movimento é de origem alemã e caracteriza-se pela expressão do mundo interior, pela expressão das imagens independentemente dos conceitos de beleza. O importante era a expressão, daí ser conhecido comoExpressionismo.
Na pintura, as formas geométricas e os objetos vistos sob vários ângulos simultaneamente caracterizam oCubismo.
Veja as características do Cubismo na literatura:
* Ilogismo
*Linguagem caótica
* Tempo presente
* Humor
O Dadaísmo é considerado por muitos, o mais radical de todos os movimentos da Vanguarda Europeia. Ele era a negação de todos os valores culturais existentes há séculos. O dadaísmo é a estética do absurdo, do incoerente, do ilógico, a começar pelo próprio nome. Quando indagado sobre o significado da palavra dada, criado por Tristan Tzara.
Os escritores surrealistas, influenciados pelos estudos de Freud, mostraram grande interesse pelo inconsciente humano e pelo sonho, considerado a expressão máxima da liberdade humana. Através do sonho o homem estava livre de toda crítica, de toda censura e principalmente da lógica.
Poema Dadaísta
“Pegue um jornal.
Pegue a tesoura.
Escolha no jornal um artigo do tamanho que você deseja dar a seu poema.
Recorte o artigo.
Recorte em seguida com atenção algumas palavras que formam esse artigo e meta-as num saco.
Agite suavemente.
Tire em seguida cada pedaço um após o outro.
Copie conscienciosamente na ordem em que elas são tiradas do saco.
O poema se parecerá com você.
E ei-lo um escritor infinitamente original e de uma sensibilidade graciosa, ainda que incompreendido do público”.
Tristan Tzara
Texto Surrealista
As realidades (fábula)
Era uma vez uma realidade
com suas ovelhas de lã real
a filha do rei passou por ali
E as ovelhas baliam que linda que está
a re a re a realidade.
Na noite era uma vez
uma realidade que sofria de insônia
Então chegava a madrinha fada
e realmente levava-a pela mão
a re a re a realidade.
No trono havia uma vez
um velho rei que se aborrecia
e pela noite perdia o seu manto
e por rainha puseram-lhe ao lado
a re a re a realidade.
CAUDA: dade dade a reali
Dade dade a realidade
A real a real
Idade idade dá a reali
Ali
A re a realidade
Era uma vez a REALIDADE.
Louis Aragon
Poema Expressionista
Decomposição deslizando pelo quarto podre;
Sombras no papel de parede amarelo; em escuros espelhos se
Curva a tristeza ebúrnea de nossas mãos.
Pérolas marrons correm pelo dedos falecidos.
No silêncio
Abrem-se azuis os olhos-papoula de um anjo(...) Georg Trakl. De porfundis.
Poema futurista
Eia!eia!eia!
Eia eletricidade, nervos, doentes da Matéria!
Eia telegrafia-sem-fios, simpatia metálica do Inconsciente!
Eia túneis, eia canais, Panamá, Kiel, Suez!
Eia todo o passado dentro do presente!
Eia todo o futuro já dentro de nós!eia!
Eia!eia!eia!
Frutos de ferro e útil da árvore-fábrica cosmopolita!
Eia!eia!eia, eia-hô-ô-ô!
Nem sei que existo para dentro. Giro, rodeio, engenho-me.
Engatam-me em todos os comboios.
Içam-me em todos os cais.
Grito dentro das hélices de todos os navios.
Eia!eia-hô eia!
Eia!Sou o calor mecânico e a eletricidade! (...)
ORDEM DAS PALAVRAS NA FRASE
Duas são as ordens que podem reger a construção da oração: a direta e a inversa.
Na ordem direta, os termos são dispostos desta forma:
sujeito + verbo + complementos e/ou adjuntos. Observe um exemplo:
SUJEITO
|
VERBO
|
COMPLEMENTO
|
ADJUNTO
|
Todos
|
notaram
|
a expressão de ódio
|
em seus olhos.
|
Na ordem inversa, o mesmo período pode ser organizado de diferentes maneiras sem alteração de sentido. Veja:
ADJUNTO
|
SUJEITO
|
VERBO
|
COMPLEMENTO
|
Em seus olhos,
|
todos
|
notaram
|
a expressão de ódio.
|
Os efeitos de sentido na ordem inversa
Em frases como:
De você eu gosto ou Eu gosto de você.
As palavras são as mesmas, só a ordem se altera, mas sabemos que ninguém coloca as palavras numa certa ordem por acaso.
Quando alguém diz "De você eu gosto", a ênfase recai sobre o termo "de você". Essa inversão gera mudança de importância.
Note que "de você eu gosto" é diferente de "eu gosto de você" no que diz respeito àquilo que está sendo destacado: de você eu gosto, dela não.
Alguns adjetivos assumem significados diferentes conforme a posição:
· homem pobre (sem recursos)
· pobre homem ( infeliz)
· homem simples (modesto)
· simples homem (sem importância)
· qualquer pessoa (indeterminada)
· pessoa qualquer (insignificante)
COERÊNCIA E COESÃO TEXTUAL
COESÃO textual: mecanismos linguísticos que permitem uma sequência lógico-semântica entre as partes de um texto, sejam elas palavras, frases, parágrafos, etc.
COERÊNCIA textual: lógica interna de um texto, isto é, o assunto abordado tem que se manter intacto, sem que haja distorções, facilitando, assim, o entendimento da mensagem.
Há diversas formas de se garantir a coesão entre os elementos de uma frase ou de um texto:
1. Substituição de palavras com o emprego de sinônimos, ou de palavras ou expressões do mesmo campo associativo.
2. Nominalização – emprego alternativo entre um verbo, o substantivo ou o adjetivo correspondente (desgastar / desgaste / desgastante).
3. Repetição na ligação semântica dos termos, empregada como recurso estilístico de intenção articulatória, e não uma redundância - resultado da pobreza de vocabulário. Por exemplo, “Grande no pensamento, grande na ação, grande na glória, grande no infortúnio, ele morreu desconhecido e só.” (Rocha Lima)
4. Uso de hipônimos – relação que se estabelece com base na maior especificidade do significado de um deles. Por exemplo, mesa (mais específico) e móvel (mais genérico).
5. Emprego de hiperônimos - relações de um termo de sentido mais amplo com outros de sentido mais específico. Por exemplo, felino está numa relação de hiperonímia com gato.
6. Substitutos universais, como os verbos vicários (ex.: Necessito viajar, porém só o farei no ano vindouro) A coesão apoiada na gramática dá-se no uso de conectivos, como certos pronomes, certos advérbios e expressões adverbiais, conjunções, elipses, entre outros. A elipse se justifica quando, ao remeter a um enunciado anterior, a palavra elidida é facilmente identificável (Ex.: O jovem recolheu-se cedo. ... Sabia que ia necessitar de todas as suas forças. O termo o jovem deixa de ser repetido e, assim, estabelece a relação entre as duas orações.).
sábado, 21 de fevereiro de 2015
RESUMO - IRACEMA - JOSÉ DE ALENCAR
IRACEMA - José de Alencar
IRACEMA – (lábios de mel) – índia da tribo dos tabajaras, filha de Araquém, velho pajé; era uma espécie de vestal (no sentido de ter a sua virgindade consagrada à divindade) por guardar o segredo de Jurema (bebida mágica utilizada nos rituais religiosos); anagrama de América.
MARTIM SOARES MORENO – guerreiro branco, amigo dos pitiguaras, habitantes do litoral, adversários dos tabajaras; os pitiguaras lhe deram o nome de Coatiabo.
POTI – herói dos pitiguaras, amigo – que se considerava irmão – de Martim.
IRAPUÃ - chefe dos tabajaras; apaixonado por Iracema.
CAUBI – índio tabajara, irmão de Iracema.
JACAÚNA – chefe dos pitiguaras, irmão de Poti.
ENREDO
Durante uma caçada, Martim se perdeu dos companheiros pitiguaras e se pôs a caminhar sem rumo durante três dias.
No interior das matas pertencentes à tribo dos tabajaras, Iracema se deparou com Martim. Surpresa e amedrontada, a índia feriu o branco no rosto com uma flechada. Ele não reagiu. Arrependida, a moça correu até Martim e ofereceu-lhe hospitalidade, quebrando com ele a flecha da paz.
Martim foi recebido na cabana de Araquém, que ali morava com a filha. Ao cair da noite, Araquém havia deixado seu hóspede sozinho, para que ele fosse servido pelas mais belas índias da tribo. O jovem branco estranhou que entre elas não estivesse Iracema, a qual lhe explicou que não poderia servi-lo porque era quem conhecia o segredo da bebida oferecida ao pajé e devia prepará-la.
Naquela noite, os tabajaras recepcionavam festivamente seu grande chefe Irapuã, vindo para comandar a luta contra os inimigos pitiguaras. Aproveitando-se da escuridão, Martim resolveu ir-se embora. Ao penetrar na mata, surgiu-lhe à frente o vulto de Iracema.
Visivelmente magoada, ela o seguira e lhe perguntou se alguém lhe fizera mal, para ele fugir assim. Percebendo sua ingratidão, Martim se desculpou. Iracema pediu-lhe que esperasse, para partir, a volta, no dia seguinte, de Caubi, que o saberia guiar pela mata. O guerreiro branco voltou com Iracema e dormiu sozinho na cabana.
Na manhã seguinte, incitados por Irapuã, os tabajaras se prepararam para a guerra contra os pitiguaras, que estavam permitindo a entrada dos brancos. Martim foi passear com Iracema. Ele estava triste; ela lhe perguntou se eram saudades da noiva, que deixara para trás. Apesar da negativa de Martim, a moça o levou para um bosque silencioso e prometeu fazê-lo ver a noiva; deu-lhe gotas de uma bebida que ela preparou.
Após tomá-las, Martim adormeceu e sonhou com Iracema; inconsciente, ele pronunciou o nome da índia e a abraçou; ela se deixou abraçar e os dois se beijaram. Quando Iracema ia se afastando, apareceu Irapuã, que declarou amor à assustada moça e ameaçou matar Martim. Diante da reação contrária dela, Irapuã se foi, ainda mais apaixonado. Apaixonada, porém, estava Iracema por Martim e passou a ficar preocupada pela vida dele.
Na manhã seguinte, Martim achou Iracema triste, ao anunciar-lhe que ele poderia partir logo. Para fazê-la voltar à alegria, ele disse que ficaria e a amaria. Mas a índia lhe informou que quem se relacionasse com ela morreria, porque, por ser filha do pajé, guardava o segredo da Jurema. Ambos sofriam com a ideia da separação.
Seguindo Caubi, Martim partiu triste, acompanhado por Iracema, também triste. Com um beijo, os dois se despediram e o branco continuou sua caminhada somente com Caubi. Irapuã, à frente de cem guerreiros, cercou os caminhantes para matar Martim. Caubi se opôs e soltou o grito de guerra, ouvido na cabana por Araquém e pela filha.
Esta correu e assistiu à cena; Irapuã ameaçava Martim, que se mantinha calmo. A moça quis persuadi-lo a fugir; ele não aceitou a ideia, resolveu enfrentar Irapuã, apesar de Caubi provocar o enciumado tabajara para lutar com ele. Quando Irapuã e Caubi iam começar uma luta corpo a corpo, ouviu-se o som de guerra dos pitiguaras, que vinham atacar os tabajaras. Chefiados por Irapuã, os índios correram para enfrentar o inimigo. Só Iracema e Martim não se movimentaram.
Como não encontrasse os pitiguaras – provavelmente escondidos na mata, Irapuã achou que o grito de guerra fora um estratagema usado por Iracema para afastá-lo de Martim. Então foi procurá-lo na cabana de Araquém. Protegendo seu hóspede, o velho pajé ameaçou matar Irapuã se ele levantasse a mão contra Martim. Para afastar o irado chefe, Araquém provocou o ronco da caverna que os índios acreditavam ser a voz de Tupã quando discordava do que acontecia. Na verdade, esse ronco era um efeito acústico que Araquém forjava. Mediante isso, Irapuã se afastou.
No silêncio da noite, ouviu-se na cabana de Araquém o grito semelhante ao de uma gaivota. Iracema disse ser o sinal de guerra dos pitiguaras; Martim reconheceu o som que emitia seu amigo Poti. Iracema ficou com medo porque a fama da bravura de Poti era conhecida e temida: ele estaria vindo para libertar seu amigo, destruindo os tabajaras? A moça ficou triste, mas garantiu fidelidade a Martim, mesmo à custa da morte de seus irmãos de raça. O branco tranquilizou-a, afirmando que fugiria, para evitar o conflito.
A índia foi encontrar-se com Poti para lhe dizer que Martim iria com ele, escondido, a fim de evitar um conflito das tribos inimigas. Antes de sair, ela ouviu do pai, em segredo, a recomendação de que, se os comandados de Irapuã viessem matar Martim, ela o escondesse no subterrâneo da cabana, vedado por uma grande pedra.Não era prudente Martim afastar-se às claras porque poderia ser seguido. Nisso, apareceu Caubi para alertar a irmã e Martim de que os tabajaras tencionavam matar o branco. Iracema pediu ao irmão que levantasse a pedra para ela e Martim entrassem no esconderijo e que ele ficasse de guarda.
Irapuã chegou à porta da cabana, acompanhado de seus subordinados, todos bêbados, e discutiu com Caubi. Nesse instante, reboou o trovão de Tupã. O vingativo chefe não se acalmava. Reboou mais uma vez o trovão, que os índios entenderam como sendo a ameaça de Tupã. Cercaram o chefe e o levaram de lá, amedrontados.
No interior da caverna, Iracema e Martim ouviram a voz de Poti, embora sem vê-lo. Ele lhes declarou que estava vindo sozinho para levar Martim, seu irmão branco. Por sugestão de Iracema, ficou combinado que Martim fugiria ao encontro de Poti só na mudança da lua, ocasião em que os tabajaras estariam em festa e assim ficaria mais fácil os dois evitarem o encontro com o irado Irapuã.
À noite, na cabana, ausente Araquém, Martim, ao lado de Iracema, não conseguia dormir: desejava-a, mas ela era proibida. Então, ele lhe pediu que trouxesse vinho para apressar o sono. Dormiu e sonhou com Iracema, chamando-a; ela acorreu acordada. Ainda dormindo, sonhou que se abraçavam, sendo que Iracema o abraçou de verdade. Na manhã seguinte, Martim se afastou da moça, dizendo que só podia tê-la em sonho. Ela guardou o segredo do abraço real e foi banhar-se no rio. Mal sabia Martim que Tupã havia acabado de perder sua virgem.
No final da tarde, quando a lua apareceu, os tabajaras se reuniram em torno do pajé, levando-lhe oferendas. Iracema dirigiu-se à cabana do pai para buscar Martim e conduzi-lo até Poti que o aguardava escondido a fim de levá-lo, livrando-o de Irapuã. Iracema os acompanhou até o limite das terras tabajaras.
Quando Martim insistiu em que ela retornasse para a tribo, ela lhe revelou que não poderia fazer isso, porque já era sua esposa. Surpreso, Martim ficou sabendo que tinha sido realidade o que sonhara. Ao escurecer, interromperam a caminhada e Martim passou a noite na rede com Iracema.Ao raiar da manhã, Poti, preocupado, os chamou, alertando que os tabajaras já estavam na sua perseguição, informação que ele colheu escutando as entranhas da terra. Envergonhado, Martim pediu que Poti levasse Iracema e o deixasse só, pois ele merecia morrer. O amigo disse que não o largaria. Iracema apenas sorriu e continuou com eles.
Irapuã e seus comandados chegaram ao local onde estavam os fugitivos. Acorreram também os pitiguaras, sob a chefia de Jacaúna. Travou-se o inevitável combate. Jacaúna atacou Irapuã; Caubi, agora com ódio do raptor de sua irmã, atacou Martim, mas, a pedido de Iracema, o branco simplesmente se defendeu, pois ela disse que, se Caubi tivesse que morrer, isso aconteceria pelas mãos dela. Então, Martim deixou Caubi por conta de Poti, que já havia matado vários tabajaras, e enfrentou Irapuã, afastando Jacaúna.
IRACEMA - JOSÉ DE ALENCAR
SUGESTÃO DE VÍDEOS:
https://www.youtube.com/watch?v=P-z9eiIyrUA
https://www.youtube.com/watch?v=e98I5Fz5y3k
segunda-feira, 16 de fevereiro de 2015
EXEMPLOS DE TIPOS TEXTUAIS
Narrativo
O chamado de Bell
“Watson, por favor, venha cá. Preciso de você.” Essas foram as primeiras palavras ditas ao telefone. O inventor do aparelho, Alexander Graham Bell, trabalhava nele em 1876 quando deixou cair ácido de bateria sobre sua roupa. Watson, seu secretário, estava em outro andar da casa. Ouviu o chamado através do telefone que estava instalado e correu para auxiliar Graham Bell. Em 1915, quando foi inaugurada a primeira linha transcontinental nos EUA, o inventor foi a primeira pessoa a usá-la e repetiu a frase para Watson. Desta vez, porém, ele não podia ir correndo ajudar Graham Bell, pois estava na Califórnia, a 4.800 km de distância.
Incrível, nº 82. Rio de Janeiro, Bloch, junho de 1994
Descritivo
“A pequena casa velha, verde, estava perdida no meio da colina, escondida por árvores centenárias. Tinha grande parte das madeiras de suas paredes apodrecida – o telhado, metade desabara; a outra metade permanecia, ainda, presa não se sabe como. Em seu interior não havia móveis – o último habitante, com certeza, levara tudo. Apenas, no chão, uma mistura de barro e folhas seculares, já apodrecidas, exalando um odor nada agradável. As paredes estavam revestidas de teias de aranhas, cena bem familiar de filmes de terror.”
Argumentativo/ dissertativo
“O subdesenvolvimento, que se traduz em pobreza e fome, é, em última instância, a causa fundamental do analfabetismo. Quando milhões de seres humanos vivem em estado precário de subsistência, não há política educacional, por mais bem concebida que seja, que possa por si só acabar com o analfabetismo.
Existem, hoje, por volta de 960 milhões de analfabetos “absolutos”, isto é, pessoas incapazes de ler e escrever um texto simples, segundo definição da Unesco. Seria inútil combater o analfabetismo sem lutar contra a pobreza, a marginalização e a injustiça. ”
Informativo
O Assassinato da Terra no Nordeste do Brasil
O açúcar arrasou o Nordeste. A faixa úmida do litoral, bem regada por chuvas, tinha um solo de grande fertilidade, muito rico em húmus e sais minerais, coberto por matas tropicais da Bahia até o Ceará. Esta região de matas tropicais converteu-se, como diz Josué de Castro, em região de savanas. Naturalmente nascida para produzir alimentos, passou a ser uma região de fome. Onde tudo germinava com exuberante vigor, o latifúndio açucareiro, destrutivo e avassalador, deixou rochas estéreis, solos lavados, terras erodidas. Os incêndios que abriam terras aos canaviais devastaram a floresta e com ela a fauna; desapareceram os cervos, os javalis, as toupeiras, os coelhos, as pacas e os tatus. O tapete vegetal, a flora e a fauna foram sacrificados, nos altares da monocultura, à cana-de-açúcar. A produção extensiva esgotou rapidamente os solos.
Eduardo Galeano
Apelativo
“Conserve seus produtos com metalfrio e preserve seus lucros.”
“ Se você trabalha com produtos resfriados ou congelados, precisa ter um produto Metalfrio em seu estabelecimento (...)”
“ Brasimac. A sua melhor compra.”
Determinante
O que é um determinante?
Determinante é o nome que muitos gramáticos e linguistas dão às palavras adjetivas – palavras que se colocam normalmente diante de um substantivo e que servem para especificar ou determinar o seu significado. O determinante acrescenta informações ao substantivo. Nos exemplos:
teu violão / esse violão / três violões
Os determinantes modificaram o significado do substantivo violão: teu indica posse; esse faz referência ao lugar (ou à proximidade do violão) e três assinala a quantidade de violões.
O determinante concorda com o substantivo em gênero e número.
Consulte também:
https://www.youtube.com/watch?v=viN_LBsVfP0
Consulte também:
https://www.youtube.com/watch?v=viN_LBsVfP0
Assinar:
Postagens (Atom)

